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STUDY & WORK

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As novas (e empolgantes) perspectivas para viver, estudar e trabalhar fora do Brasil

Um intercâmbio pode mudar uma vida, e às vezes de formas bem saborosas. Rodrigo Fernandes sabe muito bem disso. Até dezembro de 2018, ele, com então 24 anos, vivia em Santo André, em São Paulo, trabalhando no setor de logística. Disposto a mudar completamente de área de atuação, foi buscar seus objetivos a partir de uma viagem de estudos e trabalho para a Irlanda, no popular programa de Study & Work.

As coisas deram certo, muito certo. O curso de inglês foi feito paralelo a um emprego de meio período em um restaurante em Dublin. O tempo passou, a fluência no idioma veio – tanto pelas atividades em sala de aula quanto no emprego – e a dedicação no trabalho de limpeza e organização da cozinha como chamou a atenção do headchef, o mais alto posto na hierarquia do negócio. Resultado: Rodrigo ganhou uma promoção, foi treinado para ser um chef e, desde maio de 2020, vive na capital irlandesa com um visto de trabalho. 

“A vivência no exterior é algo que causa medo no começo, pois estamos longe dos nossos pais e amigos. Mas logo nos encontramos, e os desafios passam a ser cada vez menores e mais gratificantes quando alcançados”, resume o chef em formação, que até desembarcar na capital irlandesa, nunca havia estado em uma cozinha antes para trabalhar.

A Irlanda é apenas um dos vários países que oferecem programas de Study & Work. As vantagens desse tipo de intercâmbio são diversas. “A possibilidade de trabalhar junto aos estudos traz inúmeros benefícios ao intercambista, não só pelo fato de ter um ganho financeiro que pode ajudar nas despesas da viagem, mas também para dar um incremento no currículo”, explica Larissa Charnet, diretora de marketing e produto da agência selo Belta CI. “Ter um intercâmbio pode ser um grande diferencial na busca de uma vaga no mercado de trabalho ao retornar para o Brasil, e sempre reforçamos que o objetivo principal da viagem é realizar uma experiência educacional no exterior e não apenas trabalhar”.

Como grande parte dos interessados no programa partem para o intercâmbio com o objetivo de aprender um idioma, a dinâmica de um trabalho é um ótimo impulso para desenvolver a fluência na língua. “No emprego, todo conteúdo aprendido em sala é praticado no dia-a-dia, e como o trabalho exige muito da comunicação, você acaba aprendendo o inglês de forma natural”, analisa Nicolas Marquardt, que passou uma temporada de um ano e seis meses também na Irlanda dividindo o tempo entre as aulas de inglês e empregos part-time em uma cozinha e em um pub em Dublin.

Hospitalidade à prova

Um ponto em comum para muitos intercambistas que participam do programa Study & Work é o tipo de trabalho a qual se dedicam no exterior. A indústria da hospitalidade, que engloba os setores de lazer, eventos, hotéis, bares e restaurantes, é tradicionalmente uma das que mais acomoda estudantes estrangeiros em suas fileiras. Muitos negócios, contudo, foram forçados a fecharem as portas – alguns de forma permanente – em decorrência das medidas de isolamento provocadas pelo combate ao Covid-19.

Se 2021 promete ser um ano de retomada, os estudantes vão poder navegar em águas mais calmas – e, em termos de vagas de trabalho, muito aquecidas. “Os setores de hospitalidade e entretenimento têm grandes expectativas de um aumento para patamares superiores ao do pré-pandemia”, analisa Julieni Lopes, CEO da agência selo Belta Optima Intercâmbio. Para a especialista, uma combinação de fatores (volta do crescimento econômico e o desejo das pessoas viajarem e saírem mais após longos meses isoladas em quarentena) deve puxar a demanda por vagas de trabalho nesses setores para quem for estudar fora do Brasil.

Quem se planeja para fazer o intercâmbio em 2021, inclusive, pode contar com uma vantagem na hora de encontrar um trabalho durante a estadia no exterior. Como resultado da pandemia, muitos estudantes resolveram voltar para os seus países de origem, deixando uma lacuna de vagas a serem preenchidas em destinos populares para o Study & Work.

Cirilo Borges, que chegou a Sydney antes do país decretar o fechamento de suas fronteiras, exemplifica bem a questão. Estudante de inglês na metrópole australiana, começou a trabalhar como cuidador de cavalos. Devido a escassez de mão de obra, ele observou um fenômeno curioso: as vagas de emprego passaram a ser preenchidas com mais dificuldade e os salários dobraram e, em alguns casos, até triplicou. Da Irlanda, Rodrigo percebe o mesmo cenário de otimismo, e deixa o aviso: “ A crise é um momento quando devemos nos preparar profissionalmente para, depois, aproveitar as oportunidades pós-crise. E esse é o melhor momento para se destacar e aprender um novo idioma”.

FRUTOS DO TRABALHO
Dá para estudar e conseguir pagar as contas apenas com o trabalho no exterior?

Trabalhar durante uma estadia de intercâmbio pode render muitos frutos – entre eles, o retorno financeiro é o mais evidente. “Deixei de ter aquela dor de cabeça quando convertemos qualquer coisa do Euro para o Real”, brinca Nicolas Marquardt sobre seu programa Study & Work na Irlanda. O dinheiro para fazer algumas viagens pelo continente e a liberdade financeira para curtir com os amigos feitos no exterior foram alguns dos benefícios propiciados pela renda em trabalhos em um restaurante e em um pub. Moradia e alimentação eventualmente são outras despesas que podem ser custeadas a partir de um emprego no período de estudos. Mas não se esqueça: o planejamento financeiro é vital antes de embarcar para o intercâmbio. “Como segurança, é sempre recomendável que o estudante tenha uma reserva financeira para os primeiros meses, pois em alguns destinos, a autorização de trabalho não é imediata, alguns trâmites precisam ser feitos e o estudante precisa se manter até conseguir um vaga”, alerta Larissa Charnet, da CI.

6 dicas de outro para achar um trabalho durante o intercâmbio

– Traduza o CV para o idioma local 

– Busque modelos locais e adapte-o o CV para esses padrões

– Adeque o CV de acordo com a vaga que gostaria se candidatar

– Envie uma carta de apresentação e de intenções (cover letter) junto com o CV

– Busque vaga em sites de empregos locais e diretamente nos estabelecimentos

– Faça um bom networking para ser lembrado e indicado para vagas

ONDE & COMO

Saiba quais são os requisitos para viver o Study& Work nos principais destinos do programa

Austrália

– Qualquer curso profissionalizante ou de idiomas com duração mínima de 14 semanas

– Até 20 horas/ semana (40 horas/ semana no período de férias)

Canadá
– A partir de 6 meses de curso superior (College ou universidade)

– Até 20 horas/ semanas (40 horas/ semana no período de férias ou estágio obrigatório)

Irlanda
– A partir de 25 semanas de curso de idiomas (visto de estudante para 6 meses de curso + 2 meses de férias)

– Até 20 horas/ semana (40 horas/ semana no período de férias)

Malta

– A partir de 3 meses de curso de idiomas (a permissão de trabalho é válida apenas após os 3 primeiros meses do curso)

– Até 20 horas/ semana

Nova Zelândia

– Qualquer curso profissionalizante ou de idiomas com duração mínima de 14 semanas

– Até 20 horas/ semana

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