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Work & Study: Trabalhar no exterior pode ajudar (e muito!) a transformar o sonho do intercâmbio em realidade

Work & Study: Trabalhar no exterior pode ajudar (e muito!) a transformar o sonho do intercâmbio em realidade

Você com certeza já escutou a expressão “não tá fácil pra ninguém” – e em vários momentos se identificou com ela, principalmente no que diz respeito ao aspecto financeiro. Muitas vezes, o dinheiro é a única barreira entre o desejo e o ato de tirar do papel os planos de fazer um intercâmbio. Que tal então se planejar para trabalhar enquanto estuda no exterior e, com isso, bancar o curso, a moradia e a vida fora do Brasil? Pois saiba que é possível!

“A ideia de ter escolhido a Irlanda como destino de intercâmbio foi, claro, a possibilidade de trabalhar, de forma a custear um pouco da viagem ou até mesmo recuperar o dinheiro investido”, conta Mauro Rocha Ruiz, que passou oito meses em Dublin estudando a língua inglesa – e também ocupando diversos postos de trabalho ao longo de sua estadia. De trabalhos em bares e restaurantes como repositor de garrafas a lavador de pratos, a caixa e faxineiro, o engenheiro mecânico de Sorocaba juntou dinheiro suficiente para pagar um curso para poder atuar como segurança e ter mais retorno financeiro em suas atividades.”

Muitas vezes, ter um passaporte de outra nacionalidade facilita bastante a vida na hora de realizar um intercâmbio. Não é diferente quando o assunto é o programa Work & Study. Quem carrega o documento de um país europeu, por exemplo, pode trabalhar em tempo integral, independente do tipo de curso que frequenta. Além do mais, os benefícios trabalhistas acabam sendo os mesmos que o de todo cidadão local do país de destino.

“O estudante não pode depender exclusivamente do seu trabalho no exterior para financiar seus custos, mas com certeza pode subsidiar boa parte de tais custos com seu trabalho”, ressalta Eduardo Heidemann, diretor de intercâmbio da Agência Selo Belta Travelmate. Alguns países, inclusive, exigem a comprovação financeira de que o intercambista tem fundos para se bancar durante sua estadia sem a garantia de um emprego. “Temos muitas histórias de alunos que a partir do segundo ou terceiro mês de estadia passaram a arcar com todas as suas despesas sem a necessidade de dinheiro enviado ou já levado do Brasil.”

A estudante Isabella Missiato apostou nessa ideia na hora de planejar o seu intercâmbio. Em Dublin, ao longo de oito meses, exerceu diversas funções em uma hamburgueria na capital irlandesa. “Consegui juntar mais dinheiro para me manter, pagar aluguel e viajar para outros países”, ela diz. “Além disso, conheci muitas pessoas nativas e de outros lugares do mundo que trabalhavam comigo, e falava inglês o tempo todo”.

Pode parecer estranho, mas o trabalho, de certa forma, acaba sendo uma extensão do propósito de quem vai a um país aprender uma nova língua. “A experiência pode ser muito benéfica, porque o aluno tem a oportunidade de praticar o idioma em situações diferentes de sala de aula e aprende o idioma pela prática”, pontua Danielle Pina, gerente comercial da Agência Selo Belta Just Intercâmbios. O que não pode, porém, é que o trabalho assuma o papel principal do intercâmbio. “O lado prejudicial é que muitos alunos colocam o trabalho como prioridade ao invés dos estudos, e se prejudicam na escola com faltas e com a queda na participação das atividades por conta do cansaço”, explica a especialista.

Uma rotina de estudos e trabalho não é fácil, mas tampouco é impossível. “Muitas vezes, você trabalha até a madrugada em bares e restaurantes, e se você tiver aula pela manhã, fica um tanto quanto puxado. Mas é possível conciliar as duas coisas”, diz Mauro, que aproveitou parte dos honorários recebidos para fazer um mochilão pela Europa e passar por 13 cidades em 11 países. O melhor de tudo? Toda essa experiência com o inglês na ponta da língua. Como se fala por lá: mission accomplished – ou melhor dizendo, missão cumprida.

 As regras básicas do programa Work & Study

  • Estar matriculado em um curso de educação no país escolhido
  • Requisitar a licença/visto adequados
  • Cumprir a permanência mínima no país para estar apto a trabalhar
  • Carga horária de trabalho não pode ultrapassar 20 horas por semana; em período de férias, o estudante pode se dedicar integralmente (40 horas/semana) ao ofício

Interessado pelo programa Work & Study?

Pois planeje-se: essa modalidade de intercâmbio tem regras bem definidas, que variam de país para país e de curso para curso. Quem vai para fora fazer um curso de idioma encara requisitos diferentes de quem se dedica aos estudos universitários, seja no bacharelado ou no mestrado e doutorado. Converse com um agente Selo Belta e veja as possibilidades de elaborar a viagem perfeita para você!

 Os destinos mais populares de Work & Study

  • Irlanda
  • Malta
  • Austrália
  • Nova Zelândia

Não é obrigatório ser fluente no idioma do país para conquistar uma vaga, então não desanime se seus conhecimentos forem básicos. Contudo, quanto mais você souber a língua local, mais chances tem de se destacar e ser contratado. Afinal, é necessário você se comunicar com chefes, clientes e colegas e entender instruções para realizar o trabalho.

Querer não é poder, e poder não indica garantias

Ir para o intercâmbio focado com o objetivo de trabalhar enquanto estuda um novo idioma não significa que haverá um trabalho à espera de você em seu destino. O mercado de cada país é flutuante, e nem sempre há vagas disponíveis. Uma dica é procurar fazer cursos no país que ajudem na colocação profissional em áreas nas quais a oferta de vagas costuma ser grande – barista ou segurança de alimentos são opções valiosas para quem busca algo em restaurantes e bares.

 Subemprego? Deixe disso!

Trabalhar, independentemente da posição, não é demérito algum. Além do mais, cargos que não exigem uma educação especializada são bem reconhecidos em termos de remuneração no exterior. Dá para viver, pagar as contas e fazer dinheiro interessante em cargos que, infelizmente, são tratados com descaso no Brasil.

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