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Programas de Férias: saiba como aproveitar o máximo do intercâmbio em poucas semanas

Viajar é um dos programas preferidos de qualquer adolescente que entra no desejado período de descanso. Mas tem quem aproveite uma temporada longe de casa para estudar também. E acredite: é uma decisão que ninguém se arrepende. Por isso, o intercâmbio de férias faz tanto sucesso entre jovens – e adultos! – que querem ter uma experiência internacional sem deixar totalmente todos os compromissos no Brasil para trás.

“Como nunca havia viajado desacompanhada dos meus pais, seria uma primeira experiência para depois pensar sobre um intercâmbio mais longo”, conta Clara Cunha Costa sobre o que a levou a escolher um intercâmbio de férias. A jovem de 17 anos passou um mês em Toronto, no Canadá, e aproveitou as férias de escola em julho para estudar inglês, viajar, conhecer vários pontos do país da América do Norte e fazer muitas amizades pelo caminho.

Em geral, os intercâmbios de férias para adolescentes seguem um padrão: “Os programas combinam aprendizado do idioma com muita atividade cultural e de lazer”, explica Maura Leão, presidente da agência Selo Belta Yazigi Travel. De acordo com a especialista, a carga horária em sala de aula varia de 15 a 18 horas semanais. Depois das classes de idioma, a turma, composta por estudantes de várias nacionalidades, segue para atividades e excursões ao longo do dia, “sempre com a supervisão da escola que recebe os alunos”, diz.

“Todos os dias, eu e meu grupo saíamos para conhecer diversos lugares importantes para a cultura da cidade”, relembra Siddhartha Durans. O estudante deixou São Luis, no Maranhão, na companhia de amigos para também viajarem juntos para Toronto. Embora estivesse no Canadá para desenvolver as habilidades no inglês, o jovem de 16 anos também aproveitou para conhecer cidades onde o francês é a língua principal, como Montreal e Quebec. Viagens longas são marcadas para os fins de semana, sem afetar o cronograma das aulas.

A imersão na cultura local acontece não apenas através de viagens guiadas e pelo contato direto com o idioma na escola. A acomodação também é parte importante do pacote: “Para mim, a convivência com a família anfitriã foi o que mais me impulsionou a falar em inglês”, diz Clara sobre a experiência que teve ao viver com locais. “Eles sempre conversavam comigo sobre diversos assuntos, e em pouco tempo já me fizeram sentir parte da família”.

João Carlos Furtado, diretor de marketing e vendas da agência Selo Belta ViaMundo, atesta que a procura por cursos de férias aumenta ano após ano.  O modelo é visto como uma alternativa a cursos regulares de idioma e o high school, de duração estendida. Qual seria, então, a melhor opção para adolescentes em busca da experiência no exterior?

“A escolha vai depender do tipo de experiência que o aluno está interessado a ter”, pondera o especialista, que aponta diferenças fundamentais entre os cursos de férias e o high school: “O programa de um mês durante as férias conta com aulas de inglês e um calendário de atividades montado; já no highh school, o jovem vai para estudar em uma escola de ensino médio regular, vivenciando a escola, a vida e a rotina como um jovem nativo”.

O tempo de duração, a distância da família e as razões econômicas são alguns dos principais fatores levados em conta entre as famílias para discutir qual modelo de intercâmbio funciona melhor para o jovem. O programa de férias, contudo, acaba sendo uma porta de entrada para uma experiência mais longa no exterior – nas palavras de Maura, trata-se do “primeiro gostinho”, responsável por “despertar a curiosidade” para novas viagens. “Como mãe de dois meninos, sempre acreditei nesse tipo de programa, uma vez que os expõe a conhecer novas pessoas , fora do seu círculo de amizades, jovens de outros lugares do Brasil e do mundo. Uma oportunidade rica para amadurecerem e ficarem independentes”, ela diz.

Paola e Siddhartha não poderiam estar mais de acordo. Ambos destacam que o curso de férias no exterior fez com que se tornassem pessoas mais independentes, com mais bagagem cultural e com mais desenvoltura na comunicação. De quebra, o rendimento escolar também melhorou após a volta ao Brasil. Os dois também são unânimes quanto ao futuro: pretendem arrumar as malas para fazer um novo intercâmbio assim que possível!

ESTUDAR NAS FÉRIAS DO TRABALHO? UMA ÓTIMA IDEIA! 

A sala de aula faz parte da vida de Ana Carolina Piacentini. Professora de inglês, resolveu voltar a ser estudante durante duas semanas em janeiro de 2018. Detalhe: em Londres, na Inglaterra, onde fez um intercâmbio de férias. “Aprendi diversas técnicas e metodologias novas que venho aplicando em minhas aulas”, ela diz sobre a experiência, a qual define como “desafiadora, pois foi minha primeira viagem internacional e sozinha”.

Há uma série de programas de férias para quem o tempo é restrito devido ao trabalho ou à rotina na universidade: “As escolas que oferecem cursos de língua inglesa com foco em alguma outra área, como medicina, direito, aviação etc.”, explica João Carlos, da ViaMundo. “Os alunos têm a oportunidade de vivenciar a área escolhida aprimorando o vocabulário e fazendo visitas técnicas em um ambiente totalmente imerso em outra língua”.

No caso de Ana Carolina, as aulas eram voltadas apenas a professores. Recursos tecnológicos explorados em sala davam um panorama de inovações que poderiam ser utilizadas na hora de lecionar na volta para o Brasil. “O intercâmbio contribuiu enormemente para a minha carreira profissional”, exalta a paranaense de 26 anos que, ao se dar conta da importância da experiência, traçou novos planos: viajar para o Canadá. E, assim como na Inglaterra, novamente por meio de um programa de férias.

MELHOR IDADE NO INTERCÂMBIO [BOX 2]

Os programas de férias são para todos, inclusive para quem já chegou à chamada melhor idade. Há escolas no exterior que oferecem programas especiais para turmas acima dos 50 anos. “É uma forma de aprender um idioma fazendo turismo, fazer amizades e se sentir seguro”, aponta Maura Leão, da Yagizi Travel. Fora da sala de aula, visitas culturais guiadas, cursos de enologia e gastronomia podem entrar no pacote da turma, que pode ser montada logo no Brasil ou no encontro do estudante com outros alunos da mesma faixa etária.

 

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