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High School: faça o ensino médio no exterior

High School: faça o ensino médio no exterior

Novas culturas, novos idiomas, vidas renovadas: como é o ensino médio fora do Brasil

O filósofo grego Heráclito declarava com sagacidade: “Nenhum homem entra no mesmo rio duas vezes, pois o rio já não é o mesmo e tampouco é o homem”. O intercâmbio de estudos para o exterior é um dos canais mais intensos que pode ser usado ilustrar a metáfora, especialmente em sua modalidade dedicada aos jovens em ensino escolar, o high School.

“O intercâmbio me permitiu amadurecer muito e me deu um senso de responsabilidade que não sei se teria sem essa experiência”, conta Gabriela Mettig, que viveu por um ano no pequeno vilarejo alemão de Riethnordhausen, onde fez parte de seu ensino médio e teve experiências que dificilmente teria em sua casa em Salvador. Afinal, deixar a Bahia foi uma forma de “ter uma experiência nova de vida, aprender um idioma e uma cultura”.

Embora destinos na Europa, como Alemanha, França e Suíça, não sejam uma escolha incomum, os países de língua inglesa são os mais requisitados pelos estudantes que visam o high School no exterior. Há quem tome a decisão de ir para o outro lado do mundo na hora de ter essa experiência. Por influência do irmão, João Pedro Timotio de Almeida escolheu passar quatro meses na Nova Zelândia para dar sequência ao ensino médio – e às suas experiências. “O intercâmbio vai muito além dos estudos.”, reflete o estudante de Salvador de 16 anos. “Sair da zona de conforto nunca é fácil, e longe dos pais isso é ainda pior. O tempo fora me ensinou a viver de forma mais independente e me fez amadurecer”.

Como é?

Os relatos de quem teve a oportunidade de fazer parte do ensino médio fora do Brasil são inspiradores por muitos motivos, englobando tanto fatores que dizem respeito à experiência no exterior e, claro, educacionais.

“A principal diferença do modelo de educação é a montagem do currículo e a escolha das matérias dos alunos”, explica Flavio Crusoe, diretor da Agência Selo Belta BEX Intercâmbio Cultural. “No Brasil, as escolas impõem um currículo único para todos os alunos, enquanto em vários outros países, o aluno tem o currículo básico, mas tem a opção de escolher matérias para aprofundar conhecimentos na área de interesse acadêmico, além da opção de pegar matérias vocacionais e eletivas, como artes, música, carpintaria, culinária, TI, design, etc. Ou seja, o estudante fica mais motivado na escola, com melhores resultados”.

A experiência do high School no exterior vai muito além da sala de aula. “Fora da escola, eu procurava manter uma rotina bem corrida para usufruir ao máximo do tempo que estivesse lá”, diz Gabriel Chung Ravanini, que completou um ano letivo em Cranbook, da região canadense de British Columbia. Alguma das atividades do jovem de 17 anos tinham raízes bem brasileiras, como jogar futebol pelo time da escola – e, eventualmente, ser convidado para disputar partidas pelo time de futsal da cidade. Outras, contudo, só uma vivência em um país gelado poderia proporcionar. “Ia com meus amigos, canadenses e outros estudantes internacionais, assistir a jogos de hóquei do time local e, na época de frio, costumava esquiar praticamente todo final de semana em uma montanha próxima”.

“O programa de high School é uma experiência única na vida do estudante”, ressalta Derci Jardim, diretora da Agência Selo Belta Cultura Global Intercâmbio. “Ele ocorre em uma fase da vida na qual o adolescente está fazendo opções na vida e buscando informações, pessoais e profissionais, para o seu futuro. Ao mesmo tempo em que ele tem sede de informações, ele também precisa de uma fonte de segurança no país de origem além da família, sem o lado emocional ativo, para que possa contar com auxílio para qualquer tipo de informações operacionais ou mesmo em situações de difíceis decisões”.

A especialista conclui com o primeiro passo que pais e adolescentes devem tomar em busca de realizar o sonho de estudar fora do país: “As Agências Selo Belta são informadas e preparadas para dar esse tipo de atendimento e orientação para seu público”.

Eles viveram o High School no exterior

“Apesar de pública, a escola contava com tecnologia, cantina, biblioteca e estrutura digna de escola particular no Brasil. As aulas geralmente começas às 8h40. Entre os estudantes, havia muitos chineses e nativos, que conversavam e saíam comigo. Tinham muitas disciplinas diferentes, como culinária, marcenaria, entre outras. Aproveitei para fazer duas que não eram oferecidas no Brasil: contabilidade e desenho”.

João Pedro Timotio de Almeida, 16 anos.

“A escola é muito diferente da escola do Brasil. Há mais matérias e muitas atividades extras, e o aluno passa quase todo o dia por lá. Eles ofereciam aulas de música, artes, astronomia e uma boa diversidade de aulas de língua estrangeira – latim, russo e francês, por exemplo. Infelizmente, não pude fazer nenhuma aula de idiomas, mas participei das aulas de música e gostei muito. Além disso, também fiz parte do time de vôlei da escola”.

Gabriela Mettig, 20 anos.

“A escola canadense é menos conteudista, já que não é voltada para vestibulares. O horário era integral, das 8h30 às 15h15, com aulas mais extensas, de uma hora e meia. São quatro matérias por semestre, e com isso os professores podem explorar os conteúdos não apenas na parte teórica como também na prática. Além das matérias tradicionais, havia disciplina como tecnologia automotiva, economia, robótica, culinária, carpintaria e muitas outras”.

Gabriel Chung Ravanini, 18 anos.

Boarding School x High School

Se você já pesquisou como é estudar fora do Brasil, já deve ter ouvido falar de boarding School por aí. Os dois termos estão associados ao ensino médio no exterior, e a lógica é clara: nem todo mundo que faz o high School vai necessariamente a uma boarding School, mas toda boarding School está integrada ao sistema de high School.

“A boarding School é um tipo de escola no sistema internato, onde acontece o programa de high School”, explica Derci Jardim. A Suíça é um dos destinos mais conhecidos do mundo para colégio que trabalham sob essa modalidade, na qual o aluno tem o dormitório nas dependências da própria escola – em programas regulares de high School, a maioria dos estudantes opta por se hospedar em casas de família na cidade onde viverão.

Qual o melhor formato? A resposta vai da intenção de cada um na temporada fora de casa. “Na boarding School, o intercambista mora no campus da escola para ter foco e imersão total nos estudos, sendo então uma experiência mais acadêmica do que cultural”, destaca Flavio Crusoe.

Quer fazer o ensino médio no exterior? Faça o check-list!

(    ) Ser estudante ou prestes a entrar no ensino médio

(    ) Boas notas no Brasil

(    ) Nunca ter reprovado

(    ) Comprovação de saúde estável

(    ) Nível intermediário do idioma no país onde vai estudar

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