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Alemanha: a maior potência econômica da Europa

Alemanha: a maior potência econômica da Europa

A maior potência econômica da Europa é também um dos maiores polos de educação do continente e de todo o mundo. Um exemplo concreto dá contornos claros a esse cenário. A Alemanha estabeleceu como meta atrair pelo menos 350 mil estudantes estrangeiros por ano até 2020. Contudo, o apelo do país é tão grande que a marca foi batida logo em 2017.

De acordo com o relatório de 2018 da DAAD, agência do governo alemão responsável por promover e gerir a educação alemã para estrangeiros, 13% de todos os estudantes matriculados em centros de ensino superior no país são de outra nacionalidade. Chama a atenção o fato de 37% desses alunos estudarem cursos no campo da engenharia, enquanto outros 26% estarem distribuídos em programas de direito, economia e ciências sociais.

Não é difícil entender esses números. Afinal, é natural que os diplomas de engenharia garantidos em um país onde foram fundadas grifes das quatro rodas como Volkswagen, BMW, Audi, Mercedes-Benz e Porsche, além de gigantes como Siemens e Bayer, sejam cobiçados por qualquer pessoa do mundo. Na outra ponta, quem não quer estudar onde nomes como Goethe, Marx, Lutero, Kant, Nietzsche e Kant desenvolveram suas obras?

A procura por vagas nas universidades alemãs por estrangeiros aumenta ano após ano, algo que também pode ser justificado por motivos fora das salas de aula. A capital alemã Berlim é um museu a céu aberto, palco de grandes momentos da história global. Munique, por sua vez, reúne parte das maiores empresas do país, além de ser a casa da LMU e da Universidade Técnica de Munique, as duas mais bem colocadas da Alemanha em rankings internacionais de educação. Além disso, a capital da Baviera foi apontada em 2018 pela revista Monocle como a melhor cidade do mundo para se viver – Berlim, Hamburgo e Düsseldorf também foram lembradas pela publicação, que avaliou pontos como qualidade de vida, felicidade dos seus habitantes, condições de trabalho e serviços públicos.

A Alemanha parece um conto de fadas não só no quesito educação, mas também por alguns de seus monumentos históricos. O Castelo de Neuschwanstein, construído no século XIX, atrai mais de um milhão de visitantes por ano, enquanto os centros históricos de cidades, como Bremen, Quedlinburg, Lübeck, Stralsund e Wismar, estão entre os 44 locais inclusos na lista de Patrimônio Mundial da Humanidade da UNESCO.

Para ler antes de embarcar
Um Brasileiro em Berlim, de João Ubaldo Ribeiro
A convite do DAAD, o escritor fixou residência na capital alemã em 1990 e manteve em um jornal local uma coluna de crônicas, reunidas em livro lançado originalmente em 1995.

Para ver de perto
Oktoberfest, em Munique
O festival de fama global, que acontece desde o século XIX, reúne milhões de pessoas entre setembro e outubro na capital da Baviera e tem a cerveja como um dos principais atrativos.

Infográfico

As maiores economias da Europa em 2018:
1° – Alemanha (US$ 4,2 trilhões)
2° – Reino Unidos (US$ 2,94 trilhões)
3° – França (US$ 2,93 trilhões)

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