
Localizada no coração da Europa, a Hungria combina um legado histórico de Prêmios Nobel e excelência acadêmica com uma vida multicultural vibrante, oferecendo o cenário ideal para quem busca uma experiência internacional inesquecível.
As terras húngaras guardam heranças de povos celtas, romanos, hunos, otomanos, mongóis, germânicos e eslavos. Vestígios dessas culturas podem ser apreciados a cada passo: dos banhos termais turcos e cafés de estilo vienense às ruínas romanas, aos castelos medievais e à arquitetura renascentista.
O país possui mais de 130 nascentes termais naturais e, embora não tenha litoral, sua riqueza hídrica é surpreendente. Muitos de seus lagos são utilizados como centros para esportes náuticos, com destaque para o Lago Balaton. Com um comprimento de 77 km e uma superfície de 592 km², ele é carinhosamente apelidado de “mar da Hungria”.
Os húngaros são apaixonados por esportes e o país é uma potência olímpica histórica, figurando entre as nações com o maior número de medalhas per capita do mundo. Além do esporte, a educação é um pilar central. O sistema de ensino superior húngaro é reconhecido globalmente pela excelência, especialmente nas áreas das ciências naturais, engenharia, matemática, medicina, música e economia.
A excelência acadêmica reflete-se no impressionante legado intelectual do país: a Hungria orgulha-se de ter um dos maiores números de Prêmios Nobel per capita do mundo. São, no total, 18 laureados em diversas áreas, com destaque para a medicina, física e química. Conquistas recentes foram, em 2023, o prêmio de Katalin Karikó (Medicina), pioneira no desenvolvimento da tecnologia do RNA mensageiro, e de Ferenc Krausz (Física), por suas pesquisas da dinâmica dos elétrons na matéria; e, ainda, em 2025, o Nobel de Literatura concedido ao escritor László Krasznahorkai, cuja obra visionária é celebrada mundialmente. Estudar na Hungria é, portanto, inserir-se em um ambiente que historicamente valoriza a descoberta científica e o pensamento disruptivo.
Atualmente, o país vive um momento de grande internacionalização: 30% dos estudantes são estrangeiros, o que fomenta uma vida juvenil vibrante, diversa e multicultural. Todos os anos, milhares de candidatos de todo o mundo buscam o ensino superior húngaro por meio do programa Stipendium Hungaricum. Para os brasileiros, o programa é uma oportunidade de ouro, com 250 vagas anuais em todas as áreas do conhecimento e foco em cursos de mestrado e doutorado.
Quanto ao idioma, o húngaro é frequentemente descrito como exótico e fascinante. No livro Budapeste, Chico Buarque descreve-o como “a única língua que o diabo respeita”, aludindo à sua complexidade única. Embora o aprendizado seja um verdadeiro desafio, os húngaros valorizam muito o esforço de quem quer aprender o idioma e são extremamente pacientes. Além disso, o inglês é amplamente utilizado no meio acadêmico e pelas gerações mais jovens, o que torna a transição muito tranquila para os estudantes estrangeiros.
Goulash: O prato é um cozido feito de carne de vaca cortada em cubos , com farinha, cebola e especiarias;
A culinária húngara é bastante diversificada, caracterizando-se principalmente pelo uso de páprica, pimenta-do-reino e cebola, entre outros temperos. Os pratos tradicionais baseiam-se em carnes, vegetais da estação, pães frescos, laticínios, queijos e frutas.
Certamente você já ouviu falar da famosa sopa goulash (gulyás) húngara. A sopa – há muito tempo apreciada por estrangeiros em visita ao país – foi reconhecida como um “hungarikum” em 2017. Tradicionalmente preparada com carne bovina e vegetais, a receita também admite versões adaptadas para o público vegetariano.
A Baradla Aggtelek Cave, com seus mais de 25 km de comprimento, é considerada a maior caverna de toda a Europa.