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‘Depois que vivi na Nova Zelândia, o mundo ficou maior’

Aluna de mestrado na Universidade de Auckland, Lívia de Paiva conta curiosidades do dia a dia de quem estuda no país com a melhor qualidade de vida do mundo

Março de 2018 – Considerado o país com a melhor qualidade de vida do mundo (Legatum Prosperity Index), a Nova Zelândia é um celeiro de oportunidades para estudantes estrangeiros de pós-graduação. Primeiro, a qualidade de ensino: suas oito universidades públicas figuram entre as 3% top do mundo (QS World University Rankings 2018). Outro atrativo são os benefícios estendidos à família.

Parceiros de estudantes de pós-graduação podem solicitar o visto de trabalho aberto e em período integral, direito válido também para casais do mesmo gênero. Já os filhos de portadores de visto de trabalho podem frequentar as escolas públicas, o que permite estudar gratuitamente em escolas avaliadas entre as melhores do mundo (PISA – Programa Internacional de Avaliação de Estudantes).

Mas estudar na Nova Zelândia vai muito além, como conta a turismóloga Lívia de Paiva Pacheco, 31 anos, que partiu para o país em 2015 para cursar mestrado em Gestão Ambiental. O destino não foi por acaso: o turismo neozelandês é referência mundial, recebe anualmente 3,5 milhões de visitantes – número que representa quase 75% do de sua população (4,7 milhões) – e é exemplo de organização e preservação dos recursos naturais. Além disso, Lívia ficou encantada com a colaboração acadêmica recebida: “Ainda no Brasil, fiz muitos contatos por e-mail com professores de diferentes universidades neozelandesas e dois se interessaram em orientar o meu projeto”, recorda.

Por fim, optou pela Universidade de Auckland, uma das instituições mais tradicionais e reconhecidas do país. De quebra, foi recompensada com uma bolsa da New Zealand Development Schoolarship. “Não bastasse, o meu marido ainda conseguiu uma bolsa de estudos do Brasil para fazer o seu doutorado na mesma universidade”, conta.

Após desembarcar no país insular, a felicidade só aumentou. Lá, descobriu um novo mundo. “O grande diferencial da experiência na Nova Zelândia está na possibilidade de conhecer e conviver com tantas culturas diferentes estando em um único lugar”, revela.

Conheça mais sobre como é a vida de intercambista na Nova Zelândia, neste bate-papo com a alumnus Lívia:

1 – Como a Nova Zelândia impactou sua carreira?

Depois de trabalhar seis anos com o turismo no Brasil, o mestrado na Nova Zelândia foi fundamental para ampliar minhas perspectivas com relação a formas inovadoras de planejar a atividade turística. Durante as aulas do primeiro ano, aprendi como diferentes lugares do mundo lidam com os desafios de aliar crescimento econômico, preservação dos bens naturais e melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. A forma com que as discussões e trabalhos de campo foram conduzidos pelos professores foi fundamental para que eu percebesse o quanto a teoria pode ser útil para solucionar problemas práticos vivenciados no meu cotidiano profissional.

 

 

2 – E em sua vida pessoal?

A experiência me mostrou que é possível fazer novos melhores amigos depois dos 30 anos e que não é preciso falar a mesma língua ou ter a mesma cultura para me conectar verdadeiramente com outras pessoas. Acredito que em Auckland isso pode ser percebido ainda mais claramente, já que a cidade recebe muitos estudantes de diversos lugares do mundo e todos se encontram em situação similar: longe da família e amigos, vivendo com pouco dinheiro e passando por muitos apertos acadêmicos. Compartilhar os mesmos desafios fez com que eu tenha me aproximado muito dos amigos da Nova Zelândia. Os amigos acabaram virando a “New Zealand Family” e celebrar os natais entre amigos de diversas nacionalidades acabou virando tradição.

3 – Qual a melhor lembrança do país?

Foi ter conhecido um dos locais mais bonitos que já visitei de forma totalmente inusitada e não planejada. Em uma viagem com amigos pela ilha norte, paramos em uma praia não tão deslumbrante durante um dia nublado, tudo bem sem graça. Um dos nossos amigos fez amizade com um casal de moradores locais e eles ofereceram o caiaque deles emprestado para que a gente fosse até uma ilha pertinho da costa que, segundo eles, era muito bonita.

Depois de remar por 15 minutos chegamos na tal ilha. Era uma “ilha de pedras” e o acesso era feito por um túnel. Ao final do túnel encontramos uma prainha de água verde clara paradisíaca! A “ilha de pedras” tinha um “buraco no meio” (como uma rosquinha) e a vegetação interna era densa – suficiente para deixar as paredes das rochas verdes, mas não para fechar a entrada da luz do sol vinda do alto. O lugar me deixou sem palavras por um tempo, muito especial mesmo. Acho que este episódio resume bem o país, pois reflete tanto a beleza natural dos país quanto a receptividade e simplicidade dos neozelandeses.

4 – Onde está o valor da experiência na Nova Zelândia?

Para mim, o grande diferencial da experiência está na possibilidade de conhecer e conviver com tantas culturas diferentes estando em um único lugar. Auckland, em especial, é muito multicultural. A primeira vez que andei na avenida central da cidade eu consegui contar oito grupos de pessoas que passaram por mim falando línguas diferentes em um único quarteirão. Costumo dizer que depois que vivi na Nova Zelândia, o mundo ficou maior.  Convivi com amigos da Mongólia, Botswana, Jordânia, África do Sul, Irlanda e Alemanha. Também acho engraçado pensar que conheci muito mais sobre países latino-americanos, como Colômbia, Venezuela, Argentina e Paraguai, estando do outro lado do mundo.

É impossível morar em Auckland e não interagir e aprender com pessoas que têm uma forma de viver e ver o mundo completamente diferente da sua. É uma oportunidade única para entender a respeitar diferenças culturais.  As “housewarming parties” foram momentos especialmente legais, nos quais reuníamos umas 15 pessoas de nacionalidades diversas em salas/cozinhas do tamanho de um quarto para inaugurar nossas “casas novas”.

SOBRE A EDUCATION NEW ZEALAND – A Education New Zealand (ENZ) é a principal agência do governo para a divulgação e representação da educação da Nova Zelândia em âmbito internacional. Com o objetivo de tornar a Nova Zelândia conhecida como destino para estudantes internacionais e como a mais importante parceira para conhecimento e serviços ligados à educação, a ENZ conta com 70 funcionários em mais de 20 localidades e é dirigida por uma junta nomeada pelo Ministro de Educação Superior, Competências e Ofícios, Sr. Paul Goldsmith.

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